ANA MARIA DE JESUS RIBEIRO – ANITA GARIBALDI

Adoramos e admiramos tantas heroínas construídas pelo cinema, literatura, histórias em quadrinhos, mas por que não admiramos essa heroína real? Você não admira até conhecê-la.

A HEROÍNA DOS DOIS MUNDOS

Recebeu esse título por ter lutado no Brasil e na Itália, ao lado de seu marido Giuseppe Garibaldi, de diversas batalhas. Lutou na Guerra dos Farrapos, na Batalha dos Curitibanos e unificação da Itália.

Retrato de Anita Garibaldi, por Gaetano Gallino (1839)

       No dia 30 de agosto de 1821 nasceu em Tubarão (há controversas quanto a sua naturalidade), depois mudou-se para o município de Laguna, Santa Catarina, pelo fato de ter agredido um homem que a cortejou com propostas indecentes, mostrando que já tinha uma personalidade forte. Aninha era filha de Bento Ribeiro da Silva, um humilde comerciante de Laguna, descendente de família portuguesa vinda dos Açores e de Maria Antônia de Jesus.

    Com a morte de seu pai, Anita foi obrigada a se casar com apenas 14 anos com o sapateiro Manuel Duarte de Aguiar, um homem alcoólatra e problemático.  No dia 30 de agosto de 1835 na Igreja Matriz de Santo Antônio dos Anjos. Seu casamento durou cerca de três anos e seu marido se alistou no exército do império. Anita voltou a morar com sua mãe após estes acontecimentos e foi então que, já na maioridade (18 anos), encontra o amor da sua vida.

Anita e Giusepe Garibaldi

        Aninha conheceu Giusepe no fim de julho de 1839. De acordo com as memórias de Giusepe, ele estava admirando a cidade de Laguna para toma-la, com uma luneta e vê uma mulher, e mais tarde procurou ela por toda cidade e não a encontrou. Mas Garibaldi foi convidado para tomar café na casa de um político da região e encontra Anita. Se apaixonaram à primeira vista, assim, Anita abandona o seu marido e vai viver com seu amado cujo primeira frase que lhe disse foi: “tu vais ser minha”.

No dia 15 de novembro de 1839, aconteceu a batalha naval de Laguna. Os registros dizem que a participação de Anita foi inacreditável, onde deu o primeiro tiro de canhão contra o navio inimigo, também carregava as munições para os canhões e atravessava os barcos cruzando a linha de fogo 12 vezes.

   No dia 12 de janeiro de 1840, urgiu a Batalha dos Curitibanos, onde inúmeras pessoas foram mortas. Anita foi feita como prisioneira pelos imperiais, e informada de que Giusepe estaria morto. Mas admirado com o desempenho de Anita durante a batalha, o chefe do exército imperial permitiu que ela fosse a procura do corpo de Garibaldi. Mas Garibaldi já tinha ido embora e Anita desconfiava que ele ainda estava vivo, assim, fugindo e cruzando apenas nadando o rio Canoas (conhecido pela sua correnteza forte). Chegando no Rio Grande do Sul, encontrou Giusepe e foram se refugiar em Mostardas (litoral sul do estado) onde nasceu o seu primeiro filho Menotti.

Giusepe Garibaldi pediu desligamento do exército farroupilha em 1842 e fugiu para o Uruguai, os historiadores dizem que quem brilhou mesmo na revolução foi a nossa Anita Garibaldi. Ela que quando o exército imperial cercou a sua casa, fugiu a cavalo com o recém nascido no colo.

Estátua representando o momento da fuga de Anita em Mostardas com seu filho Menotti com 12 dias de vida, localizada no centro de Roma na Itália.

No Uruguai, Anita e Giusepe Garibaldi se casam oficialmente. Moraram um bom tempo em Montevidéu, e em 1848 Anita e já com 4 filhos vai para Nice na Itália, onde mais tarde encontraria Garibaldi e irão para Roma participar da proclamação da república de Roma. Na república San Marino, no dia 4 de agosto de 1849, com febre tifóide e grávida do seu quinto filho Ana Maria de Jesus Ribeiro, nossa Anita Garibaldi morre. Garibaldi se quer pode enterra-la pois estava em fuga. Anita tem seu corpo pego pelos inimigos, e teve sete exumações, e somente no ano de 1938 ela é enterrada no centro de Roma perto de sua estátua.

Morte de Anita Garibaldi

   Assim, você conheceu a minha heroína, a nossa heroína Anita Garibaldi. Aninha grita representavidade, bravura, a energia de uma mulher, de uma mãe, e de uma guerreira. Uma mulher REAL, que corria sangue e força em suas veias, uma mulher que nunca mais será esquecida, e continuará viva em nossa história, nosso legado, e nossos corações por mais e mais 200 anos.

Por: Manuela de Olivera Belaguarda, uma das Anitas do CTG General Osório – Cacequi/RS

A prenda Manu é dessas apaixonadas por história, livros, literatura, tradicionalismo não necessariamente nessa ordem. Essa pesquisa que quase se tornou um TCC tem muita paixão envolvida. Obrigada Manu!

Bibliografia:

Brasil uma história de Eduardo Bueno

Anita Garibaldi: A biography de Anthony Valerio

Os farrapos e suas façanhas

Anita Garibaldi coberta por histórias

Um romance entre dois mundos

Baixe aqui o Caderno de Anita de Elma Sant’Ana: https://cultura-admin.rs.gov.br/upload/arquivos/carga20210420/23092012-caderno-de-anita.pdf

Educar pelo exemplo

Nos Centros Tradicionalistas Gaúchos é o que mais vemos acontecer!

Hoje trago pra vocês o José, irmão da Giovana Mel (que vocês já viram aqui), na escola apresentando o que sabe sobre Anita Garibaldi. Nem preciso dizer pra vocês que os pais Sausen e Tati estão mega orgulhosos e eu também né.

Os CTGs precisam da juventude para continuar e essa geração tá vindo forte. A gente adora!

Apresentação na EMEF Eulália Irion de Cacequi.

José recebendo um mimo pela participação onde estavam também a prenda da 10ª RT Luanna Castro e o 2º Piá Gabriel Brocardo Schulumpf

Proclamação da República Rio-grandense

Em 1836, no dia 11 de setembro o General Antonio de Souza Neto proclamava a República Rio-Grandense no Campo dos Menezes, depois da Batalha do Seival.

Na “ordem do dia” escrito pelo agora General Neto e lida pelo Cel. Joaquim Pedro Soares constava o seguinte:
          “Bravos companheiros da 1ª Brigada de Cavalaria!
Ontem obtivestes o mais completo triunfo sobre os escravos da Corte do Rio de Janeiro, a qual, invejosa das vantagens locais de nossa província, faz derramar sem piedade o sangue de nossos compatriotas, para deste modo fazê-la presa de suas vistas ambiciosas. Miseráveis! Todas as vezes que seus vis satélites se têm apresentado diante das forças livres, têm sucumbido, sem que este fatal desengano os faça desistir de seus planos infernais. São sem número as injustiças feitas pelo Governo. Seu despotismo é o mais atroz. E sofreremos calados tanta infâmia? Não, nossos companheiros, os rio-grandenses, estão dispostos, como nós, a não sofrer por mais tempo a prepotência de um governo tirânico, arbitrário e cruel, como o atual. Em todos os ângulos da província não soa outro eco que o de independência, república, liberdade ou morte. Este eco, majestoso, que tão constantemente repetis, como uma parte deste solo de homens livres, me faz declarar que proclamemos a nossa independência provincial, para o que nos dão bastante direito nossos trabalhos pela liberdade, e o triunfo que ontem obtivemos, sobre esses miseráveis escravos do poder absoluto.
Camaradas! Nós que compomos a 1ª Brigada do Exército Liberal, devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência desta província, a qual fica desligada das demais do Império, e forma um estado livre e independente, com o título de República Rio-grandense, e cujo manifesto às nações civilizadas se fará competentemente.
Campo dos Menezes, 11 de setembro de 1836 – Antônio de Sousa Neto, coronel-comandante da 1ª brigada.”
Neto toma a palavra e proclama a república: 
          “Camaradas! Gritemos pela primeira vez: viva a República Rio-grandense! Viva a independência! Viva o exército republicano rio-grandense!”

Chama pra Chama Crioula

Pode chamar, eles vão TODOS os anos sempre, faça o tempo que for. Esse ano buscando a chama crioula em São Vicente do Sul-RS. Saíram dia 08 de setembro e previsão de chegada às 17 horas na Praça Getúlio Vargas do dia 13 de setembro. Lembramos que o evento será simbólico, sem aglomeração e mantendo todos os protocolos sanitários.

Segue o nome dos incansáveis:

Doeli Valente, Garça (Vanderlei), Luís Sodré, Dari Machado, Jorge Rocha, Edson Rocha, Everaldo Dorneles dos Santos, Deroci Rosa, Constante Neto, Eduardo Moreira, Gelson Lopes, Clovis Pedron, Lúcio Andrades, Henrique Andrades e Pedro Soccal.

Eles retornam com as melhores histórias além da Chama Crioula!

Nova gestão na 10ªRT

Quem nos acompanha sabe que puxamos o assado pro nosso lado, porque neutro é sabão não é mesmo? Então lá vai, primeiro os cacequienses (ai que orgulho!):

Luanna Rosa de Castro 1ª Prenda, Luigi Sodré Dal Forno 2º Guri Farroupilha, Gabriel Brocardo Schulumpf 2º Piá Farroupilha todos do CTG co-irmão CTG Estância Pedro Broll Sobrinho.

Foto de Williane Pedroso

A torcida foi grande minha gente! Mas sei que o tempo de estudos e dedicação foi e é ainda maior, merecidíssimo a cada um dos participantes. Que vocês tenham uma gestão maravilhosa pela frente.

Foto de Patrini Marin

Estes são os membros da nova gestão da 10ª Região Tradicionalista:

Luanna Rosa de Castro 1ª Prenda – CTG Estância Pedro Broll Sobrinho, Cacequi-RS

Isadora Uberti da Silva 2ª Prenda – PT Irmãos Sagrilo, Santiago-RS

Nicoli Anibele Dal Osto 3ª Prenda – CTG Invernada do Chapadão, Jaguari-RS

Laura Guedes Rodrigues 1ª Prenda Juvenil – CTG Pedro Telles Tourem, São Francisco de Assis-RS

Mariana Busnelo de Vargas 2ª Prenda Juvenil – PT Irmãos Sagrilo, Santiago-RS

Ana Luiza Tier 3ª Prenda Juvenil – CTG Invernada do Chapadão, Jaguari-RS

Isaac Pires Burger 1º Piá Farroupilha – CTG Pedro Telles Tourem, São Francisco de Assis-RS

Gabriel Brocardo Schulumpf 2º Piá Farroupilha – CTG Estância Pedro Broll Sobrinho, Cacequi-RS

João Pedro Uberti da Silva 1º Guri Farroupilha – PT Irmãos Sagrilo, Santiago-RS

Luigi Sodré Dal Forno 2º Guri Farroupilha – CTG Estância Pedro Broll Sobrinho, Cacequi-RS

Rafaela da Silva Alves 1ª Prenda Mirim do – GNF Couro Cru, Nova Esperança do Sul-RS

Isabela Peixoto Anselva 2ª Prenda Mirim do CTG – Invernada do Chapadão, Jaguari-RS

Que vocês conservem a altivez daqueles guris de 1947!

Juventude Tradicionalista e o Grupo dos 8

O Dia do Jovem Tradicionalista foi criado há 30 anos para lembrar que o começo do movimento se deu com os jovens do Grupo dos Oito, em 1947. A proposta foi apresentada por Luís Henrique, do CTG Tiarayú, no 36° Congresso Tradicionalista Gaúcho, em 1991 na cidade de Júlio de Castilhos.

Foto de Magno Baú Ayres

No dia de hoje, 07 de setembro, os futuros representantes da Juventude da nossa 10ª Região Tradicionalista estão fazendo a prova escrita para concorrer no concurso estadual de prendas e peões no CTG Pedro Telles Tourem, em São Francisco de Assis. Desejamos boa prova e que suas gestões sejam iluminadas. (No final do post tem apostila nova pra baixar)

Conheça o Grupo dos Oito

Grupo dos Oito do Colégio Júlio de Castilhos — Foto: MTG/Divulgação
Grupo dos 8

O Grupo dos Oito, formado pelos estudantes do Colégio Júlio de Castilhos, o “Julinho” de Porto Alegre, são: Antonio João de Sá Siqueira, Fernando Machado Vieira, João Machado Vieira, Cilço Campos, Ciro Dias da Costa, Orlando Jorge Degrazzia, Cyro Dutra Ferreira e João Carlos Paixão Côrtes. (Eiii Barbosa Lessa não fazia parte desse grupo, questão de prova!)

Em agosto de 1947 esses jovens criam um Departamento de Tradições Gaúchas no Colégio e tem a ideia da criação da Ronda Crioula, estendendo-se do dia 7 ao dia 20 de setembro, as datas mais significativas para os gaúchos. A retirada de uma centelha do “Fogo Simbólico da Pátria” para transformá-la em “Chama Crioula” também criação do grupo.

Paixão recebeu o convite para montar uma guarda de gaúchos pilchados em honra ao herói farrapo David Canabarro, que seria transladado de Sant’Ana do Livramento para Porto Alegre. E no dia 5 de setembro de 1947, o Piquete da Tradição, ou Grupo dos Oito, prestaram a homenagem. Assim a juventude deu início ao primeiro CTG, o “35 CTG”, e continua sendo uma das bases do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Baixe aqui a apostila do CTG Fogo de Chão de Pedro Osório, da 21ªRT.

Rosa de Anita, uma flor para heroína

Que esse ano é dela todo mundo já sabe, mas tu sabias que fizeram uma flor especialmente pra ela?

Rosas de Anita homenageiam o bicentenário da Heroína dos Dois Mundos — Foto: Divulgação
Foto de divulgação site G1

Isso mesmo: FIZERAM, essa flor é uma espécie híbrida, em homenagem ao Bicentenário da Heroína dos Dois Mundos. Desenvolvida pelo projeto internacional “Dois Mundos e uma Rosa” por botânicos europeus e alunos do curso de Agronomia da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

São clones das rosas do jardim da residência da família Garibaldi na Itália. Além de ser uma espécie cultivada no jardim da família, Rosa é também o nome da terceira filha do casal Anita e Giuseppe Garibaldi.

“O mais interessante nesse projeto é conciliar o fator histórico com a tecnologia. A rosa é mística em relação à família Garibaldi e estamos utilizando a planta da família como matriz para propagá-la com a tecnologia de clonagem de vegetais”, explica Júlio Cesar de Oliveira Nunes, mestre na área de recursos genéticos vegetais e professor responsável pelo projeto. Os alunos João Pedro Barros de Assis, Eri Igor Aparecido dos Santos, Rafaela Guedes Maica e Erick Costa, sob orientação do professor e engenheiro agrônomo Júlio participam do projeto.

Para saber mais: https://www.unisul.br/

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